Caixa Reduz Juros

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A Caixa Econômica Federal informou que reduziu os juros nos empréstimos habitacionais. Segundo a instituição, as taxas para os financiamentos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) estarão entre 8,2% e 11,5% ao ano, acrescidos de TR e passam a valer a partir da próxima segunda-feira (8).

Segundo o banco, as novas regras podem reduzir as prestações em até 10,58%.

Para os empréstimos enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) – imóveis com valor de até R$ 500 mil – a redução chega a 1 ponto percentual.

Para unidades habitacionais avaliadas em até R$ 150 mil, as taxas serão de 8,9% ao ano na opção de pagamento via boleto bancário; de 8,4% para o mutuário que escolher o débito em conta e de 8,2% para aqueles que tiverem cesta de produtos (conta corrente, cheque especial e cartão de crédito). Anteriormente, os juros variavam entre 8,4% a 9,4% ao ano.

Os empréstimos para compra de imóveis no valor de R$ 150 a R$ 500 mil terão juros anuais de 10,5% no caso do pagamento via boleto; de 10% ao ano, para débito em conta e de 9,5% ao ano, para cesta de produtos.

Antes da redução, os juros da Caixa eram de 9,5% a 10,5% ao ano para imóveis avaliados entre R$ 130 mil e R$ 200 mil e de 11,5% anuais para unidades com custo acima de R$ 200 mil até R$ 500 mil.

O banco reduziu também os juros das operações fora do SFH (imóveis acima de R$ 500 mil). Para pagamento por boleto, os juros são de 11,5% ao ano; no débito em conta são de 11% e para quem tem cesta de produto, de 10,5%.

Hoje o banco responde por 70% do mercado de financiamento imobiliário do país. O SBPE oferece prazo de pagamento de até 30 anos e as quotas de financiamentos chegam a 90% do valor do bem.

No final do mês de maio, a Caixa bateu novo recorde em financiamento habitacional. O banco liberou nos cinco primeiros meses do ano o montante de R$ 13,2 bilhões, em 275.464 contratos.

O volume é 106% superior, se comparado ao mesmo período do ano anterior, quando o banco emprestou R$ 6,5 bilhões e o número de pessoas beneficiadas subiu em 113% (130.872 contratos). Até o fim de 2009, a Caixa estima aplicar no setor cerca de R$ 30 bilhões.

Financiamento Imobiliária é Recorde em Setembro

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O volume de empréstimos imobiliários com recursos da caderneta de poupança alcançou 3,6 bilhões de reais em setembro, um recorde em 2009 e na história do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

O volume de financiamentos contratados no mês passado corresponde a alta de 13,3 por cento ante o registrado em agosto.

Nos últimos 12 meses, conforme a entidade, as operações contratadas no âmbito do SBPE somam 30,4 bilhões de reais, com aumento de 4,7 por cento em relação a setembro do ano passado.

Também em número de unidades financiadas setembro representou um novo recorde para o ano, e o quarto melhor na história do SBPE. No mês passado, foram financiados 30.286 imóveis, ante 29.641 em agosto e 29.374 em setembro de 2008.

Em 12 meses, aponta a Abecip, “foram concedidos 282 mil financiamentos, com valor médio de cerca de 120 mil reais por unidade, superior em quase 20 por cento à média de 2008.”

Em relação à captação líquida da poupança, a Abecip informa que, em setembro, o resultado foi de 3,5 bilhões de reais, com alta de 1,5 por cento ante agosto.

No mês passado, o saldo das cadernetas de poupança no SBPE totalizou 238,1 bilhões de reais, com crescimento nominal de 15,9 por cento ante setembro de 2008.

Conforme a Abecip, os “dados indicam que o SBPE retomou os níveis de atividade anteriores à crise e tenderá a apresentar evolução positiva, em termos reais, em 2009, quebrando os recordes de 2008, quando foram financiadas 299.685 unidades, no montante de 30,032 bilhões de reais”.

Dicionário Imobiliaria Modelo

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Termos Técnicos

Abecip
Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança.
Abjudicar
Desapossar, em razão de sentença judicial, o possuidor ilegítimo daquilo que pertence a outra pessoa.
Acabamentos
Conjunto de trabalhos – englobando pinturas, revestimento, puxadores, etc. – que se seguem à fase de construção básica, em bruto.
Acessão imobiliária
É o acréscimo a um bem imóvel resultante de um acontecimento natural ou de uma obra humana.
Ademi
Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário.
Agente financeiro
Instiuição financeira, pública ou privada, com a qual é feito o financiamento (autorizado, obrigatoriamente, pelo Banco Central).
Ágio
Diferença, a mais, entre o valor pago e o valor nominal. Adicional cobrado sobre um preço tabelado, quando a procura supera a oferta. Comissão paga ou recebida por banqueiro ou agente de câmbio pela troca de moeda estrangeira. Taxa de juros cobrada em empréstimos feitos por bancos ou por particulares. Também é uma comissão cobrada pela transferência de financiamento.
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Consórcio de imóvel pode sair caro

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As vendas de consórcios de imóveis apresentam forte crescimento em 2006 e registraram expansão de 35% no primeiro semestre, ante o mesmo período do ano passado, mantendo o ótimo desempenho de 2005, quando houve expansão de 42% em relação a 2004. O principal apelo da modalidade é a ausência de necessidade de comprovação de renda, atraindo boa parte do mercado informal da economia, que não consegue acesso de outras formas de compra de um imóvel.

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Veja como ficam os consórcios a partir de 2009

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Para garantir aos participantes de consórcio todos os direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor (CDC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou parcialmente, por sugestão do Ministério da Justiça, trechos do Projeto de Lei 533/03, que regulamentou esse tipo de associação – quando um grupo de pessoas se une para autofinanciar um bem ou serviço de interesse comum.

Uma das principais alterações definidas na nova lei é a que obriga os consórcios a devolver, imediatamente, os valores das parcelas pagas, caso o consumidor se arrependa do negócio. Pelas normas atuais, o consorciado desistente só recebe de volta o que pagou após o final do grupo. Imaginando-se, por exemplo, um consórcio de imóveis de 10 anos de prazo, o que participante que, por alguma razão (como desemprego) deixe de pagar após dois anos de contribuição só receberá o dinheiro de volta oito anos depois e, ainda, com descontos arbitrados pela administradora.
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Financiar Imóvel a longo prazo requer cuidado

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Mesmo com as recentes facilidades concedidas na compra do imóvel, como a ampliação dos prazos dos empréstimos na compra da casa própria pela Caixa Econômica Federal de 20 para 30 anos, que abre espaço para a queda no valor das prestações pagas pelos mutuários, e a redução de juros, o consumidor deve avaliar com cuidado o alongamento do parcelamento e pesquisar opções para a aquisição da casa própria.

A ampliação dos prazos eleva o valor total a ser pago pelo imóvel, sob a forma de juros. Em um financiamento de R$ 80 mil, por exemplo, você vai pagar o triplo do valor imóvel em 30 anos, ou R$ 240 mil, segundo a prestação de R$ 669,21 da simulação feita pela Caixa. Além disso precisa ver se a queda do valor da prestação vai ajudar a enquadrar a parcela no seu salário, porque as reduções são pequenas para prazos mais longos, dado o nível atual de juros da economia brasileira.
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Evite transtornos ao comprar um imóvel em leilão

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A Caixa anunciou e já está em curso o leilão de 90 mil imóveis. É uma boa oportunidade de compra que pode, no entanto, se tornar uma enorme dor-de-cabeça. Só em São Paulo são esperados até domingo no chamado feirão da casa própria cerca de 150 mil pessoas. As facilidades de financiamento,  crédito pré-aprovado, a presença de funcionários do banco, construtoras, serviços de cartório e outros no mesmo local permitem fechar negócio no mesmo dia. A a alegria do primeiro dia pode virar anos de problemas. Por quê? A Associação de Moradores e Mutuários das Regiões Sul e Sudeste do Brasil (AMM) explica:
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Mercado Imobiliário aquecido

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Uma boa apresentação e conhecer bem o imóvel à venda são alguns dos pré-requisitos para ser um bom corretor. Gustavo Machado trabalha no ramo há um ano. Hoje ele fez mais uma tentativa de venda: mostrou um apartamento de dois quartos no Leblon.

“Procuro escutar muito o cliente para a gente não perder tempo. Nem o meu, nem o dele”, conta o corretor.

“Ele é bem objetivo no que eu quero. Então, ele me leva nas coisas que eu estou mesmo procurando”, comenta a cliente.

Grande oferta de imóveis, prazos mais longos para financiamento, facilidade de crédito – o bom momento do mercado imobiliário abre espaço para oportunidades profissionais. A carreira de corretor de imóveis vem atraindo cada vez mais interessados.

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